Olavo Cecco RigonO Jovem Olavo Cecco Rigon tinha uma visão de empreendedor e seus olhos brilhavam com a possibilidade de vislumbrar o futuro.

A Gráfica Santo Antônio era a única gráfica que existia em Concórdia. Mas, imprimia basicamente jornais, como o Jornal “ O Tempo”, onde Olavo Rigon escrevia alguns artigos. Nasceu aí seu amor pelas artes gráficas. A Gráfica Santo Antônio tinha suas limitações e não poderia fornecer tudo o que a empresa Sadia necessitava de uma gráfica. A Sadia estava em ampla expansão e crescimento, Olavo Rigon percebera, em tempo, pois era um de seus funcionários.

Olavo convidou João G. Witteé Netzow, gerente do Banco Inco, para ser um de seus sócios. Este, pelas suas funções no referido banco, sugeriu um 3º sócio, José Fernandes Sobrinho – funcionário do mesmo banco, este com maior possibilidade de se afastar de seu trabalho do que os outros dois.

E, assim, firmaram a sociedade. Três cidadãos com visão de futuro, mas com pouco conhecimento no ramo gráfico. Seria necessário trazer para os quadros da nova empresa alguém com essa especialidade. João lembrou de seu amigo Carlos Manz, impressor em Joaçaba, alemão de nacionalidade e formado em Artes Gráficas na Alemanha. Iria ser o 4º sócio.

Olavo Rigon, numa conversa com a esposa Gladys, pontuou que o nome da gráfica seria “Estrela”. Não sabe o porquê deste nome, mas o mesmo foi aceito pelos outros, dada a preferência e insistência por este nome “tão especial”.

Em 4 de setembro de 1952, com o objetivo de fundar a Gráfica Estrela, formou-se a sociedade composta por: Olavo Cecco Rigon, João G. Witteé Nitzow, José Fernandes Sobrinho e Carlos Manz. José era o administrador e Carlos atuava na área industrial, juntamente com seus filhos Ari e Olga; além de Ido Fahl, que posteriormente seria o 5º sócio da empresa.

Composta de duas máquinas tipográficas manuais, já que naquela época a energia elétrica existia somente no período noturno; papéis e vontade de vencer e crescer, funda-se a Gráfica Estrela. Só para se ter uma ideia, as entregas eram feitas de bicicleta. Juntamente com a tipografia, funcionava uma livraria e papelaria.

A Gráfica Estrela abriu suas portas na Rua do Comércio, 334, esquina com a Travessa Lamonato. A estrutura da casa fora abalada pela colocação de uma guilhotina, imagina-se a fragilidade das instalações.

Carlos Manz trouxe inúmeros clientes de Joaçaba, município onde trabalhava. Ainda, de Luzerna, Capinzal e Marcelino Ramos/RS. Os primeiros impressos realizados foram para a empresa Francisco Lindner S/A e para Bitter Águia de Marcelino Ramos.

Máquina antiga

A primeira máquina Offset instalada na empresa, era uma impressora marca Abdick e era uma máquina muito frágil. Logo, a necessidade da compra de uma máquina fotográfica. Sem dinheiro para o investimento fora preciso inventar: Ari Fahl colocou uma lente num furo da parede que dava para um quarto escuro e assim fotografavam.

Exceto Olavo Rigon, os outros sócios foram se desligando pouco a pouco da empresa, pois esta não permitia a divisão de lucros. Os lucros obtidos eram investidos na própria empresa com o objetivo de seu crescimento.

As dificuldades econômicas nunca foram obstáculos para aquela pequena empresa que surgiu em meados de 1952. Apostar em investimento em tempos de crise, ampliação de instalações e aquisição de novos equipamentos, faz com que estas três premissas sejam o tripé que leva a Gráfica Estrela a ser uma das principais gráficas da região sul do Brasil.

Assim nasceu a Gráfica Estrela, crescendo e espalhando seu brilho por todo o território nacional.

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